O que começou como uma noite comum terminou em um duplo homicídio que mobiliza a investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). O soldado do Corpo de Bombeiros Pedro Ernesto dos Anjos Rodrigues, de 24 anos, e seu namorado, o estudante de Medicina Pedro Henrique Araújo, de 26, foram mortos a tiros em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O crime aconteceu entre a noite de quarta-feira (23) e a madrugada de quinta-feira (24). Parte da ação foi registrada por câmeras de segurança, enquanto familiares relataram à imprensa que o casal percebeu que estava sendo seguido antes de ser abordado.

A polícia ainda investiga quem participou do crime e qual teria sido a motivação.

QUEM ERAM AS VÍTIMAS

Pedro Ernesto era soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Segundo as informações divulgadas, ele era lotado na área da Defesa Civil.

Pedro Henrique Araújo, de 26 anos, era estudante de Medicina.

Os dois eram namorados e, segundo familiares, moravam juntos havia aproximadamente cinco meses, no bairro São Bento, em Duque de Caxias.

COMO O CRIME ACONTECEU?

Segundo relatos de familiares divulgados pela imprensa, Pedro Ernesto e Pedro Henrique voltavam da casa da mãe do bombeiro quando perceberam que estavam sendo seguidos.

Ainda de acordo com os relatos, Pedro Henrique chegou a telefonar para uma parente e informou que os dois estavam sendo perseguidos. A ligação teria sido interrompida pouco depois.

Na tentativa de despistar quem os acompanhava, o casal teria circulado por algumas ruas da região.

Câmeras de segurança registraram parte da ação. Nas imagens divulgadas pelo jornal O Dia, o carro das vítimas é interceptado por outro veículo. Dois homens descem do automóvel utilizado na abordagem e rendem o casal. Um dos homens aparenta estar armado.

As imagens mostram ainda uma das vítimas sendo retirada do veículo e colocada no carro utilizado pelos criminosos. Depois, os veículos deixam o local.

ONDE O CRIME ACONTECEU?

Os corpos foram encontrados dentro de um Volkswagen Taos branco, na Rua João Raimundo, no bairro Pantanal, em Duque de Caxias.

A região fica próxima às comunidades do Sossego e do Cacareco.

Segundo informações da Polícia Militar divulgadas pela imprensa, havia cápsulas de munição nas proximidades dos corpos. O local foi isolado para o trabalho da perícia.

Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu.

O QUE A PERÍCIA ENCONTROU?

Durante a análise do veículo, foi localizada uma pistola calibre 9 milímetros sob o banco traseiro.

As primeiras informações divulgadas apontam que a arma pertencia ao bombeiro Pedro Ernesto. Segundo o g1, a pistola estava acompanhada de 15 munições.

A presença da arma, entretanto, não esclarece por si só a dinâmica do crime. A perícia e a investigação deverão determinar se ela foi utilizada durante a ocorrência e em quais circunstâncias.

O QUE A POLÍCIA DIZ?

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, diligências estão sendo realizadas para esclarecer a dinâmica do crime, identificar os envolvidos e determinar a motivação do duplo homicídio.

Até o momento, as informações públicas consultadas não apontam oficialmente quem teria ordenado ou executado o crime.

O QUE AINDA NÃO FOI ESCLARECIDO?

A investigação ainda precisa responder, entre outras questões:

  • Quem são os homens que aparecem nas imagens?
  • Quantas pessoas participaram do crime?
  • Por que o casal foi perseguido?
  • Quem determinou a abordagem?
  • Qual foi a motivação do duplo homicídio?
  • A arma encontrada no carro foi utilizada durante o crime?
  • As vítimas foram mortas exatamente no local onde os corpos foram encontradas?
  • O veículo utilizado pelos criminosos já foi identificado?
  • Existem outras imagens de câmeras que possam ajudar na identificação dos envolvidos?

A FAMÍLIA APRESENTOU UMA HIPÓTESE

Crédito: Carlos Elias Junior/ Agência O Dia

Durante o velório e sepultamento de Pedro Ernesto, a mãe do bombeiro, Cíntia Souza dos Anjos, fez uma acusação pública contra outro filho.

Segundo ela, o irmão de Pedro Ernesto seria o responsável por mandar executar o bombeiro. A mãe relacionou a acusação a uma suposta disputa familiar envolvendo dinheiro e herança.

Essa acusação é uma declaração da mãe da vítima e não deve ser tratada como conclusão da investigação.

Até a publicação desta reportagem, as informações públicas consultadas não apresentavam confirmação da Polícia Civil de que o irmão de Pedro Ernesto tenha sido oficialmente apontado como mandante do crime.

Também não havia, nas fontes consultadas, informação pública sobre eventual indiciamento ou prisão dele relacionada ao caso.

O espaço para manifestação do citado deve permanecer aberto caso ele queira apresentar sua versão.

ONDE E QUANDO PEDRO ERNESTO FOI SEPULTADO?

O corpo de Pedro Ernesto foi velado e sepultado na tarde de sexta-feira, 25 de setembro, no Crematório e Cemitério Vertical Memorial do Rio, em Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

E PEDRO HENRIQUE?

As informações divulgadas após o crime indicavam que o corpo de Pedro Henrique seria levado para o Espírito Santo, estado onde ele nasceu.

Até as publicações consultadas, não havia confirmação pública sobre a data e o local definitivo do sepultamento do estudante.

O QUE JÁ SE SABE E O QUE AINDA É HIPÓTESE?

CONFIRMADO NAS INFORMAÇÕES DIVULGADAS:

  • Pedro Ernesto e Pedro Henrique foram mortos a tiros;
  • o crime aconteceu em Duque de Caxias;
  • os corpos foram encontrados no bairro Pantanal;
  • havia cápsulas de munição próximas ao local;
  • uma pistola calibre 9 mm foi encontrada dentro do veículo;
  • câmeras registraram parte da abordagem;
  • a DHBF investiga o caso.

AINDA SOB INVESTIGAÇÃO:

  • autoria;
  • motivação;
  • participação de cada envolvido;
  • origem e utilização da arma;
  • eventual planejamento do crime;
  • circunstâncias que levaram o casal até o local onde foi encontrado.

A INVESTIGAÇÃO CONTINUA

O caso permanece sob investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Por Wallef Padilha | Seu Repórter Independente