A chegada do feriado de 7 de Setembro alterou a rotina da Rodoviária Novo Rio, no Rio de Janeiro. Na noite deste sábado, 5 de setembro, o terminal apresenta grande circulação de passageiros, com pessoas em busca de destinos dentro e fora do estado.
O cenário reforça uma tendência esperada para o feriadão. A procura por viagens cresce em um período no qual muitas famílias aproveitam a segunda feira, 7 de setembro, para visitar parentes, descansar ou passar alguns dias em destinos turísticos.
Entre os principais pontos de interesse está a Região dos Lagos, que costuma receber grande quantidade de visitantes em feriados prolongados. Cabo Frio, Arraial do Cabo, Búzios, São Pedro da Aldeia, Araruama, Saquarema, Iguaba Grande e outras cidades aparecem entre os destinos procurados por turistas e moradores que deixam a capital.
RODOVIÁRIA VIRA PONTO DE PARTIDA PARA O FERIADO
A movimentação observada na Novo Rio mostra que o feriado começa antes da chegada às praias.
Passageiros chegam ao terminal com malas, mochilas e bagagens para viagens curtas ou estadias de vários dias. O fluxo reúne diferentes perfis, desde famílias que procuram alguns dias de descanso até pessoas que aproveitam a folga para visitar familiares.
O transporte rodoviário ganha importância nesse cenário por oferecer ligação direta entre a capital e diferentes municípios do estado.
A expectativa de grande circulação também aparece nos dados divulgados para o período. Segundo levantamento da Rodoviária Novo Rio citado em reportagem publicada nesta semana, cerca de 500 mil passageiros devem passar pelo terminal entre 3 e 14 de setembro, período que reúne o feriado de 7 de Setembro e a programação do Rock in Rio. A estimativa considera aproximadamente 14.845 viagens de ônibus entre chegadas e partidas.
O número representa um período excepcional de movimentação para o terminal, que recebe passageiros de diferentes estados e municípios.
REGIÃO DOS LAGOS ENTRE OS DESTINOS MAIS PROCURADOS
Para quem escolhe o litoral fluminense, a viagem não termina na rodoviária.
A principal ligação rodoviária entre a capital e a Região dos Lagos também deve registrar aumento expressivo no fluxo.
Segundo a ViaLagos, cerca de 168 mil veículos devem circular pela RJ 124 entre sexta feira, 4 de setembro, e terça feira, 8 de setembro. A estrada representa uma das principais rotas de acesso às cidades da Região dos Lagos.
A previsão indica 39.591 veículos na sexta feira, 25.282 no sábado, 24.538 no domingo, 45.460 na segunda feira e 33.278 na terça feira.
O maior movimento deve ocorrer na segunda feira, 7 de setembro, com previsão de 45.460 veículos. O fluxo de retorno deve crescer a partir das 9 horas, com novo pico próximo ao meio dia.
A dimensão desse movimento mostra que o feriado representa mais do que uma mudança no trânsito. Para a Região dos Lagos, a chegada de visitantes também movimenta hotéis, pousadas, restaurantes, bares, quiosques, comércio e serviços.
UM FERIADO QUE MOVIMENTA A ECONOMIA
A chegada de turistas representa uma oportunidade para trabalhadores e pequenos comerciantes das cidades litorâneas.
Hotéis e pousadas recebem hóspedes. Restaurantes aumentam o atendimento. Motoristas de transporte por aplicativo e táxis encontram maior procura. Quiosques e estabelecimentos próximos às praias também dependem do aumento da circulação.
O dinheiro trazido pelos visitantes passa por diferentes setores da economia local.
Por outro lado, o aumento da população temporária também provoca desafios. O trânsito fica mais intenso, o transporte público recebe maior demanda e áreas turísticas podem registrar aumento na produção de lixo e na procura por serviços públicos.
O feriado, portanto, apresenta dois lados. Para quem viaja, representa descanso e lazer. Para quem vive do turismo, representa uma oportunidade de renda. Para os municípios, representa também a necessidade de oferecer estrutura para uma população maior durante alguns dias.
QUEM VIAJA TAMBÉM ENFRENTA DESAFIOS
A movimentação nos terminais e nas estradas exige planejamento.
Passageiros precisam observar horários, conferir documentos, cuidar das bagagens e chegar ao terminal com antecedência. Motoristas encontram maior concentração de veículos nas principais vias de acesso aos destinos turísticos.
Na RJ 124, a concessionária informou que terá operação especial durante o feriado, com equipes do SOS Usuário, guinchos, ambulâncias, viaturas de inspeção e monitoramento por câmeras.
A orientação para os motoristas é evitar os horários de maior concentração, sempre que possível, além de manter atenção redobrada durante todo o percurso.
ENTRE A PRESSA DE VIAJAR E A VONTADE DE DESCANSAR
O movimento na Rodoviária Novo Rio representa uma cena comum dos grandes feriados brasileiros.
Enquanto algumas pessoas contam os minutos para chegar ao destino, outras enfrentam horas de trabalho para garantir que a viagem aconteça.
Motoristas de ônibus, funcionários de empresas de transporte, trabalhadores da rodoviária, profissionais de segurança, limpeza, alimentação e atendimento permanecem nas atividades enquanto grande parte dos passageiros procura alguns dias de descanso.
O feriado também revela essa diferença social. Para alguns, o 7 de Setembro significa praia, família e lazer. Para outros, significa trabalho intenso e aumento da jornada de atendimento.
UM RETRATO DO FERIADÃO
A grande movimentação registrada na Rodoviária Novo Rio nesta noite mostra que o feriado já começou para milhares de pessoas.
Nas estradas, a expectativa aponta para um fluxo expressivo. Na Região dos Lagos, hotéis, restaurantes, comércio e serviços aguardam a chegada dos visitantes.
O cenário transforma o 7 de Setembro em um período importante para a mobilidade e para a economia do estado.
Entre malas, ônibus, estradas e praias, o feriado revela uma realidade que vai muito além de uma simples viagem.
Para quem parte, existe a expectativa pelo descanso.
Para quem recebe, existe a expectativa pela renda.
Para quem trabalha, existe a responsabilidade de fazer o feriado acontecer.
E para as cidades da Região dos Lagos, existe o desafio de receber milhares de pessoas sem deixar de atender quem vive nelas durante todo o ano.
POR WALLEF PADILHA | SEU REPÓRTER INDEPENDENTE